Campo de Prospecção 06/09/14 e 07/09/14 – Serra de Itaqueri (Itirapina/ Ipeúna)


No primeiro final de semana de setembro (dias 06 e 07) o Espeleo Grupo Rio Claro (EGRIC) realizou saídas de campo para prospecção de cavernas na Serra de Itaqueri, região divisa entre Itirapina-Ipeúna. O campo consistiu na formação de dois grupos de 4 membros cada que prospectaram as cavidades no paredão da Serra na cota aproximada de 850m.

Membros do EGRIC - Da esquerda para direita; Caio Saad, Saul Riffel, Tais Pian, Victoria Simonak, Barbara Panegassi, Juliana Martuscelli, Helder Granuzzio e Gabriel Leite.

Membros do EGRIC – Da esquerda para direita; Caio Saad, Saul Riffel, Tais Pian, Victoria Simonak, Barbara Panegassi, Juliana Martuscelli, Helder Granuzzio e Gabriel Leite e no centro, olhando as coordenadas do GPS, doguinho.

O campo foi um sucesso, com o registro da área prospectada e a localização de 04 cavidades sendo dois abrigos, uma toca e uma gruta (CPRM, 2014) todas já cadastradas na SBE. Os nomes dados foram Abrigo dos Marimbondos, Abrigo dedo cortado, Toca do Cantagalo e Caverna Campo Minado, respectivamente. Das cavidades descobertas, a Caverna Campo Minado foi a de maior desenvolvimento e com maiores expressões de espeleotemas e espeleobiologia. Confira as fotos da caverna, em nossa página.

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.742319512496354.1073741837.698294013565571&type=3.

E também, fotos da fauna cavernícola:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.742316352496670.1073741836.698294013565571&type=3

Abaixo segue relato da prospecção de domingo (07/09) feito pelo membro Juliana Martuscelli (Nikiti).

“Em pleno feriado da independência do Brasil, um domingo ensolarado do ano de 2014, um grupo de oito pessoas do Espeleo Grupo Rio Claro saiu do ponto de encontro (Campus da UNESP-RC) às 7:30 da manhã para fazer um campo de prospecção de cavernas na Serra dos Padres, perto do município de Ipeúna. Ao chegarem na área não prospectada, por volta das 9 horas, dividiram-se em dois grupos de quatro pessoas e cada grupo foi explorar um paredão da serra.

O grupo formado por Buda, Juliana, Saul e Tais tinha um desafio pela frente: entrar na mata fechada, onde, segundo o dono da área, que já havia explorado a região, não havia cavernas. A subida até o paredão, apesar de não ter mata fechada, pareceu cansar alguns membros do grupo, porém proporcionou uma bela vista da paisagem da região. Com o Sol já aquecendo o dia e o cansaço da subida, o grupo viu que, na verdade, o pior estava por vir.

Para acompanharem o paredão e começarem a busca por cavernas, seria necessário entrar na mata fechada por árvores espinhosas e secas. Com dois facões, o grupo foi abrindo caminho e encontrando obstáculos, como rochas soltas, um solo arenoso que não proporcionava firmeza para apoiar os pés e insetos. Por volta das 11 horas, o grupo encontrou dois buracos encostados no paredão. Antes da pausa para o almoço, Tais comentou sobre ter visto um terceiro buraco, mas o grupo optou por descansar para depois explorar.

A entrada do terceiro buraco estava coberta por uma árvore cheia de espinhos. Os meninos começaram a quebrar os galhos, porém, ao perceberem que de nada adiantaria fazer isso para abrir caminho, optaram por tirar a árvore do caminho. Enquanto Saul batia com o facão na raiz da árvore, Buda ia puxando os galhos para o lado oposto do buraco. Quando o caminho se abriu, o grupo foi entrando e percebendo que não era apenas um buraco, mas uma caverna!

A descoberta foi surpreendente! A caverna não parecia ter sido explorada antes, visto que encontrava-se bem suja, com guano para todos os lados, além de não ter pichação. Muitos morcegos voavam pelo local e havia alguns mortos no chão. O mais interessante da caverna era a comunidade de aranhas marrons. Elas se organizavam pelo chão da caverna, cada uma na sua teia, montando uma espécie de campo minado. Analisando a disposição das rochas, o grupo concluiu que a boca da caverna era bem grande, mas, devido ao deslocamento do teto com o paredão, a entrada ficou pequena, a ponto de confundir a caverna com um buraco no primeiro instante.

Depois da descoberta, o grupo seguiu caminho rente ao paredão, na esperança de fazer mais descobertas. Em um certo momento, Buda pisou em falso em algumas rochas que não estavam muito firmes, causando um pequeno avalhance que destruiu algumas plantas. Com o caminho que se abriu, ele foi caminhando por ele com cuidado, porém acabou escorregando e foi descendo caminho abaixo. Isso proporcionou muita risada no grupo que, apesar de ter sido uma situação séria, não conseguiu segurar o riso.

Após mais um tempo de caminhada, quando viram que não dava para seguirem caminho e que para explorarem outras partes do paredão precisariam de equipamentos, o grupo começou a descida por volta das 14 horas. Utilizaram a drenagem como caminho e, em um certo momento, abriram um túnel no meio dos espinhos. Com uma descida mais tranquila que a subida, chegaram no carro um pouco depois das 15 horas e aguardaram o outro grupo voltar da área que estavam prospectando para contarem a novidade!”

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