Curso de Introdução às Técnicas Verticais – 2015

Sabendo da importância dessas práticas na exploração de cavernas, o Espeleo Grupo Rio Claro promove novamente, para os seus membros, o curso de Introdução às Técnicas Verticais.
Realizado no ginásio da UNESP – RC as terças, quartas e quintas-feiras, das 19h00 às 21h00, o curso abrange principalmente técnicas de corda: subida, descida, derivação, fracionamento e práticas de nós: ancoragens e corrimãos.

 

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Membros Leonardo (Japa) e Gabriela (Rodeio) treinando nós e Isabela (Cigana) treinando subida.

 

As aulas são ministradas pelos membros Vanderlei Farias, Gabriel Leite e Raphael Parra, e contam com a participação de 16 outros membros.

 

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Membro Gabriel (Leite) auxiliando Paulo (Prozac), Barbara (Brinha) e Gabriela (Janela) nas cordas.

 

Ao todo, o curso contará com 2h de teoria, 18h de prática no ginásio e dois batismos: Ponte do Esqueleto (ponte abandonada nos arredores de rio claro – aproximadamente 30m de altura) e abismo Buraco da Odete – Antinópolis.
Outras fotos:

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Barbara (Brinha) treinando subida e descida.

 

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Paulo (Prozac) preparando para o fracionamento.

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Vanderlei auxiliando na prática de nós.

Registro de espécies de morcegos – EGRIC

O EGRIC nos últimos campos realizados aproveitou-se de fotos para identificação dos morcegos das diferentes cavidades que estuda. As fotos são de extrema importância para identificação de espécies, e dependendo até de estruturas de diferentes seres vivos. No caso de morcegos, a distinção entre uma ou mais espécies é dificultosa, tendo muitas vezes a identificação, somente, por meio do crânio do mamífero. Entretanto, algumas espécies com fotos bem nítidas do formato de suas orelhas, fucinho e corpo é de possível determinação. As últimas espécies reconhecidas e fotografadads foram no PETAR (Apiaí-Iporanga – SP), o morcego hematófago Diphylla ecaudata, em junho de 2014 na caverna Santana. Na Serra de Itaqueri (Ipeúna-Itirapina), o também hematófago Desmodus rotundus, em setembro de 2014 na caverna Campo Minado com muita ossada no chão, provável vampiricida usado por agricultores em regiões próximas. E no último campo, dia 08/11, a segunda maior espécie de morcego do Brasil, Chrotopterus auritus (Morcego-bombachudo/ Morcego Carnívoro) encontrado na Gruta do Fazendão caverna mais turística da serra de Itaqueri.

Chrotopterus auritus (Morcego-bombachudo). Caverna Fazendão. Novembro 2014.

Chrotopterus auritus (Morcego-bombachudo). Caverna Fazendão. Novembro 2014.

Confira as fotos das diferentes espécies na nossa página do facebook:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.772054036189568.1073741843.698294013565571&type=3

Relato feito pelo membro Renan Nasser Medeiros Haddad sobre o encontro com o “Morcego-bombachudo” e suas descrições.

“Neste final de semana fui a Serra do Itaqueri em Ipeúna (SP), acompanhado por alguns amigos e membros do EGRIC (Espeleo Grupo de Rio Claro) e na caverna Paredão pude fotografar um mamífero incrível!
Dentro da caverna encontramos alguns morcegos-bombachudo (Chrotopterus auritus), a espécie pertence a família Phyllostomidae e é o único representante do gênero Chrotopterus no país. É a segunda maior espécie morcego do Brasil, com 70 a 80 cm de envergadura.
Esta espécie é primariamente carnívora, se alimentando de pequenas aves e de roedores, mas que complementa sua dieta com invertebrados, besouros em sua maioria. Esporadicamente também se alimentam de alguns frutos silvestres (Witt e Fábian, 2010).”

O relato e o link podem ser conferidos na sua página pessoal:

https://www.facebook.com/renannasserphotography

 

Campo de espeleofotografia e levantamento biológico das cavidades da Serra de Itaqueri – SP

Duas cavernas, uma gruta e uma toca, mais toda a sua fauna fotografadas foram os objetivos do EGRIC, no dia 08/11. O campo realizado em um sábado nublado teve a participação de seis membros e um convidado do grupo com enfoque na espeleofotografia (fotografia de cavernas) e no levantamento da fauna cavernícola.

Campo EGRIC 022 Campo EGRIC 045

A equipe com quatro estudantes de biologia, dois de geologia e um convidado espanhol formado em geografia utilizou nas fotos das cavidades a técnica de longa exposição com tempo de 30 segundos, e contou com uma equipe de escala para as fotos e para iluminação. A preferência nas fotos das cavidades foi a iluminação afastada da direção principal da câmera. Esta iluminação dá um jogo de sombras e de iluminação bem distintos, ressaltando sempre os pontos mais importantes. As escalas humanas são importantes para poder se ter uma noção das ornamentações e salões das cavernas. Todos os salões foram fotografados com longa exposição.

Confira fotos do campo de sábado na nossa página do facebook:

Gruta do Fazendão em:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.772041516190820.1073741841.698294013565571&type=3

Toca do Paredão em:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.772042436190728.1073741842.698294013565571&type=3

E fotos da fauna cavernícola em:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.742316352496670.1073741836.698294013565571&type=3

O campo com seis horas de duração foi um sucesso, além de todos os salões fotografados foram registrados a fauna cavernícola das duas cavidades com fotos com lente de macro aumento, ajudando na caracterização dos seres. A saída tarde no sábado de Rio Claro rumo a serra, devido a forte chuva na sexta á noite fez com que o campo acabasse as 20h30 com um pôr do sol de horário de verão fantástico.

 

Foto de Juan Vasquez Navarro

Foto de Juan Vasquez Navarro

EGRIC – 35 anos no estudo e difusão da espeleologia.

No ano de 2014, o EGRIC – Espeleo Grupo Rio Claro realizou seu 35º aniversário. O grupo fundado em 05 de maio de 1979 vem difundindo desde seu início a espeleologia tomando por base para proteção das cavidades naturais a preservação da natureza e do meio ambiente. Além da realização, organização e participação de encontros e congressos, o EGRIC por meio de cursos e palestras busca espalhar esse conhecimento e essa ciência que apesar de ter avançado nos últimos anos ainda se encontra bastante inexplorada.

Certificados, congressos e encontros realizados/organizados pelo EGRIC em:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.764070066987965.1073741840.698294013565571&type=3

16º Congresso Nacional de Espeleologia realizado pelo EGRIC em Rio Claro.

16º Congresso Nacional de Espeleologia realizado pelo EGRIC em Rio Claro.

Neste ano, o EGRIC na continuação de seus trabalhos ministrou na UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA – UNESP, na XI SemEAr – Semana de Estudos da Engenharia Ambiental, uma palestra sobre Espeleologia: O estudo de cavernas voltado para área ambiental. A apresentação consistiu numa explicação sobre o que é espeleologia, sua evolução, e conscientização para preservação das cavidades naturais além de uma visita técnica a Toca do Paredão e a Gruta do Fazendão, ambas cavernas localizadas na Serra de Itaqueri em Itirapina – SP.

Visita técnica as cavidades da Serra de Itaqueri em Itirapina - SP

Visita técnica as cavidades da Serra de Itaqueri em Itirapina – SP

Fora a palestra e presença na SemEAr o EGRIC, assim como anos anteriores, deu continuidade a sua participação na SEGESP – Semana de Estudos Geológicos do Estado de São Paulo, que neste ano teve sua 44ª edição. O grupo realizou  uma oficina de Topografia em Cavernas dividida em parte teórica com explicação sobre a espeleologia e as técnicas, métodos e padrões para mapeamento de cavidades naturais e em parte prática com a demarcação de uma área para topografia no entorno da UNESP que simulasse uma caverna.

Parte prática da oficina ministrada pelo EGRIC sobre Topografia em Caverna.

Participantes da parte prática da oficina ministrada pelo EGRIC sobre Topografia em Caverna.

A palestra e a oficina ministrada pelo EGRIC na semana de estudos dos cursos da Eng. Ambiental e Geologia teve como objetivo a divulgação do grupo e a difusão da espeleologia com a conscientização sobre a importância das cavidades naturais que, outrora, era vista mais como atividade esportiva, turística e agora possui um grande arcabouço científico. O reconhecimento dessa ciência no meio acadêmico é de grande interesse para a realização de mais trabalhos nessa área que possui uma enorme multidisciplinaridade envolvendo cursos como a geologia, biologia, arqueologia, paleontologia, ecologia, geografia, engenharia ambiental entre outros.

O espeleo grupo Rio Claro tem um grande prazer em divulgar a espeleologia. Nas participações desse ano, fica o agradecimento em ser recebido de forma calorosa e positiva pelos interessados nessa ciência que ainda tem muito a crescer.

Campo de espeleofotografia – Núcleo Caboclos (PETAR).

No sábado e domingo de agosto (dias 23 e 24) o EGRIC realizou um campo de espeleofotografia das cavernas e da fauna cavernícola no núcleo caboclos do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). O objetivo foi com que todos aprendessem e ajudassem nas fotografias de feições cártiscas e espeleotemas raros da Caverna Temimina e da Caverna Chapéu, além da fauna cavernícola dessas duas cavidadas. Foi utilizado a técnica de longa exposição para fotografar os espeleotemas e bocas da caverna, destacando-se o “Chuveirinho” e as grandes represas de travertino na Caverna Temimina, e empregou lente de grande alcance para fotografar as pérolas bem arredondadas na caverna Chapéu.

Giovana Pimentel (Zika) e Renan Medeiros (Bolha)

Giovana Pimentel (Zika) e Renan Medeiros (Bolha) ajustando o equipamento para fotografar no núcleo caboclos.

A equipe que contou com 8 membros acampou no núcleo caboclos de sábado (23/08) para domingo (24/08), após fotos na Caverna Chapéu no sábado (próximo ao acampamento), iniciou no domingo ás 09h da manhã a trilha de 1h30 para a Caverna Temimina, após o trabalho de fotos na caverna retornamos as 17h para o camping com ótimos resultados, confira as fotos da caverna em nossa página do facebook:

Caverna Chapéu:https://www.facebook.com/media/set/?set=a.736486039746368.1073741829.698294013565571&type=3

Caverna Temimina:https://www.facebook.com/media/set/?set=a.736483683079937.1073741828.698294013565571&type=3

Fauna Cavernícola (PETAR):https://www.facebook.com/media/set/?set=a.736539019741070.1073741834.698294013565571&type=3

Campo de Prospecção 06/09/14 e 07/09/14 – Serra de Itaqueri (Itirapina/ Ipeúna)

No primeiro final de semana de setembro (dias 06 e 07) o Espeleo Grupo Rio Claro (EGRIC) realizou saídas de campo para prospecção de cavernas na Serra de Itaqueri, região divisa entre Itirapina-Ipeúna. O campo consistiu na formação de dois grupos de 4 membros cada que prospectaram as cavidades no paredão da Serra na cota aproximada de 850m.

Membros do EGRIC - Da esquerda para direita; Caio Saad, Saul Riffel, Tais Pian, Victoria Simonak, Barbara Panegassi, Juliana Martuscelli, Helder Granuzzio e Gabriel Leite.

Membros do EGRIC – Da esquerda para direita; Caio Saad, Saul Riffel, Tais Pian, Victoria Simonak, Barbara Panegassi, Juliana Martuscelli, Helder Granuzzio e Gabriel Leite e no centro, olhando as coordenadas do GPS, doguinho.

O campo foi um sucesso, com o registro da área prospectada e a localização de 04 cavidades sendo dois abrigos, uma toca e uma gruta (CPRM, 2014) todas já cadastradas na SBE. Os nomes dados foram Abrigo dos Marimbondos, Abrigo dedo cortado, Toca do Cantagalo e Caverna Campo Minado, respectivamente. Das cavidades descobertas, a Caverna Campo Minado foi a de maior desenvolvimento e com maiores expressões de espeleotemas e espeleobiologia. Confira as fotos da caverna, em nossa página.

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.742319512496354.1073741837.698294013565571&type=3.

E também, fotos da fauna cavernícola:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.742316352496670.1073741836.698294013565571&type=3

Abaixo segue relato da prospecção de domingo (07/09) feito pelo membro Juliana Martuscelli (Nikiti).

“Em pleno feriado da independência do Brasil, um domingo ensolarado do ano de 2014, um grupo de oito pessoas do Espeleo Grupo Rio Claro saiu do ponto de encontro (Campus da UNESP-RC) às 7:30 da manhã para fazer um campo de prospecção de cavernas na Serra dos Padres, perto do município de Ipeúna. Ao chegarem na área não prospectada, por volta das 9 horas, dividiram-se em dois grupos de quatro pessoas e cada grupo foi explorar um paredão da serra.

O grupo formado por Buda, Juliana, Saul e Tais tinha um desafio pela frente: entrar na mata fechada, onde, segundo o dono da área, que já havia explorado a região, não havia cavernas. A subida até o paredão, apesar de não ter mata fechada, pareceu cansar alguns membros do grupo, porém proporcionou uma bela vista da paisagem da região. Com o Sol já aquecendo o dia e o cansaço da subida, o grupo viu que, na verdade, o pior estava por vir.

Para acompanharem o paredão e começarem a busca por cavernas, seria necessário entrar na mata fechada por árvores espinhosas e secas. Com dois facões, o grupo foi abrindo caminho e encontrando obstáculos, como rochas soltas, um solo arenoso que não proporcionava firmeza para apoiar os pés e insetos. Por volta das 11 horas, o grupo encontrou dois buracos encostados no paredão. Antes da pausa para o almoço, Tais comentou sobre ter visto um terceiro buraco, mas o grupo optou por descansar para depois explorar.

A entrada do terceiro buraco estava coberta por uma árvore cheia de espinhos. Os meninos começaram a quebrar os galhos, porém, ao perceberem que de nada adiantaria fazer isso para abrir caminho, optaram por tirar a árvore do caminho. Enquanto Saul batia com o facão na raiz da árvore, Buda ia puxando os galhos para o lado oposto do buraco. Quando o caminho se abriu, o grupo foi entrando e percebendo que não era apenas um buraco, mas uma caverna!

A descoberta foi surpreendente! A caverna não parecia ter sido explorada antes, visto que encontrava-se bem suja, com guano para todos os lados, além de não ter pichação. Muitos morcegos voavam pelo local e havia alguns mortos no chão. O mais interessante da caverna era a comunidade de aranhas marrons. Elas se organizavam pelo chão da caverna, cada uma na sua teia, montando uma espécie de campo minado. Analisando a disposição das rochas, o grupo concluiu que a boca da caverna era bem grande, mas, devido ao deslocamento do teto com o paredão, a entrada ficou pequena, a ponto de confundir a caverna com um buraco no primeiro instante.

Depois da descoberta, o grupo seguiu caminho rente ao paredão, na esperança de fazer mais descobertas. Em um certo momento, Buda pisou em falso em algumas rochas que não estavam muito firmes, causando um pequeno avalhance que destruiu algumas plantas. Com o caminho que se abriu, ele foi caminhando por ele com cuidado, porém acabou escorregando e foi descendo caminho abaixo. Isso proporcionou muita risada no grupo que, apesar de ter sido uma situação séria, não conseguiu segurar o riso.

Após mais um tempo de caminhada, quando viram que não dava para seguirem caminho e que para explorarem outras partes do paredão precisariam de equipamentos, o grupo começou a descida por volta das 14 horas. Utilizaram a drenagem como caminho e, em um certo momento, abriram um túnel no meio dos espinhos. Com uma descida mais tranquila que a subida, chegaram no carro um pouco depois das 15 horas e aguardaram o outro grupo voltar da área que estavam prospectando para contarem a novidade!”

Treinamento – técnicas verticais de subida e descida.

Na quinta feira e sexta feira, respectivamente, dias 14 e 15 de Agosto o Espeleogrupo de Rio Claro realizou no ginásio da UNESP-RC um treinamento intensivo de técnicas verticais de subida e descida. No treinamento participaram os membros Rogerio Dell Antonio, Leandro Ballarin Vieira, Sergio Vieira, Rafael Ribeiro, Lia Nogueira, Victoria Simonak, Tais Bischof Pian, Vanderlei Farias e Wallace Soares.

Membros Vanderlei e Tais treinando fracionamento.

Membros Vanderlei e Tais treinando fracionamento.

O treinamento, aproveitando espaço fornecido pelo ginásio, tem o intuito de exercitar a prática e de passar o conhecimento de técnicas verticais para os membros mais recentes, assim como técnicas de troca de corda (fracionamento), pula nós, ancoragem, e também vermos na prática o trabalho do membro Leandro Ballarin Vieira (Espeto) que está  realizando uma postila de vertical com toda parte teórica e bastante ilustrativa com fotos de nós característicos, equipamentos de segurança, modo de uso etc. que poderá ser usado em cursos e treinamentos futuros pelo grupo.

Leandro Vieira (Espeto) auxiliando nas técnicas verticais

Leandro Vieira (Espeto) auxiliando nas técnicas verticais

Na próxima, quarta feira (20/08) ás 18h ocorrerá a primeira reunião oficial do segundo semestre na nova sede do Egric e  que será discutido alguns projetos e trabalhos a serem desenvolvidos ou a terminarem, e também sobre o andamento das diretorias.

Aproveitando, agradeço a rapaziada que animou o treinamento de vertical e o encontro da galera no retorno a Rio Claro. Abaixo mais algumas fotos do treinamento.

Rafael Ribeiro (Cica) auxiliando Wallace Soares (dobbie) no vertical.

Rafael Ribeiro (Cica) em pé e espeto auxiliando o membro Tais Pian no fracionamento.

Membros a esquerda Tais Pian e a direita Lia Nogueira

A esquerda Tais Pian e a direita Lia Nogueira

Membro Tais Pian

Membro Tais Pian realizando descida no vertical

Trabalho de Campo – IPBIO (Reserva Betary) e PETAR de 20 a 22 de junho.

O EGRIC nos dias 20 a 22 de junho realizou um trabalho de campo no Instituto de pesquisas da Biodiversidade e no Parque estadual turístico do Alto Ribeira em parceria com o CIEM/ CPRM. O trabalho consistiu na visita técnica ao IPBIO na sexta feira (20/06) com a observação do laboratório e o biotério, aquário, estufa de anfíbios, bromeliário,  sala escura com observação de cogumelos bioluminescentes, acervo de minerais e revistas cientificas, além da realização de uma trilha do Betary para mostragem das experiências na captura de anfibios para estudo e armadilhas para observar pegadas na areia, sobretudo, de mamíferos.

Observação de minerais luminescentes

Da esquerda para direita: Calcita, Fluorita, Willemita e Escapolita

Da esquerda para direita: Calcita, Fluorita, Willemita e Escapolita

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Áquario

Bromeliário á esquerda e laboratório de animais da mata atlântica á direita.

Bromeliário e Laboratório

Membros do EGRIC assitndo palestra da IPBIO na Reserva Betary - foto tirada pelo biólogo Adão Henrique Rosa Domingos

Membros do EGRIC assitndo palestra da IPBIO na Reserva Betary – foto tirada pelo biólogo Adão Henrique Rosa Domingos

Além da Reserva Betary (IPBIO) o grupo foi ao Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira para análise do relevo cárstico do local, da geologia das cavernas de metacalcários, espeleotemas e a biodiversidade do Parque que está inserido numa porção preservada da Mata Atlântica.

Fotos da cavernada em nossa página:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.736532239741748.1073741833.698294013565571&type=3

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.736531939741778.1073741832.698294013565571&type=3

E também da fauna cavernícola do Petar em:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.736539019741070.1073741834.698294013565571&type=3

O grupo estava bem diversificado com membros que cursam Geologia, Geografia, Biologia, Engenharia Ambiental e Agronomia. Essa diversidade fez com que houvesse uma grande interação das áreas de geociências e biologia com trilhas á noite para observação de animais noturnos, palestra do Biólogo Alexandre Pereira de Oliveira, responsável pelo CIEM- APIAÍ sobre educação ambiental, além das explicações de animais, plantas que foram encontrados, feições geológicas, para todos pelos próprios membros do grupo que dominam as determinada áreas. A palestra sobre educação ambiental feita pelo biólogo Alexandre teve duração de cerca de 1h30 e foi muito bem recebida por todo o grupo que ficou admirado com a relação consciente de meio ambiente e educação aliando os dois de forma muito agradável.

 

Arapaçu-rajado - Xiphorhynchus fuscus foto retirado pelo biólogo Renan N. M. Haddad.

Arapaçu-rajado – Xiphorhynchus fuscus foto tirada pelo estudante  de biologia Renan N. M. Haddad

Saíra-sete-cores - Tangara seledon foto retirado pelo biólogo Renan N. M. Haddad.

Saíra-sete-cores – Tangara seledon foto tirada pelo estudante de biologia Renan N. M. Haddad

Pupa de Dynastor darius. foto tirada pelo estudante de biologia Eric Ymamoto.

Pupa de Dynastor darius. foto tirada pelo estudante de biologia Eric Ywamoto

Rothschildia aurota foto tirada pelo estudante de biologia Eric Ymamoto.

Rothschildia aurota foto tirada pelo estudante de biologia Eric Ywamoto

Oxydia sp. foto tirada pelo estudante de biologia Eric Ymamoto.

Oxydia sp. foto tirada pelo estudante de biologia Eric Ywamoto

Cachoeira das Andorinhas - Núcleo Caboclos foto retirada pela guia Tatiane

Cachoeira das Andorinhas – Núcleo Caboclos foto tirada pela guia Tatiane

Membros do EGRIC na Caverna Àgua Suja foto retirada pela guia Tatiane

Membros do EGRIC na Caverna Àgua Suja foto tirada pela guia Tatiane

Cachoeira Beija Flora - Núcelo Santana foto retirada pela guia Tatiane

Cachoeira Beija Flor – Núcleo Santana foto tirada pela guia Tatiane

Travessia Rio Betary foto retirada pela guia Tatiane

Travessia Rio Betary foto tirada pela guia Tatiane

Coluna interior da Caverna Morro Preto - foto retirada pelo estudante de biologia Pedro Alvaro Barbosa Aguiar Neves

Coluna interior da Caverna Morro Preto – foto retirada pelo estudante de biologia Pedro Alvaro Barbosa Aguiar Neves

Represa de Travertino foto retirada pelo geólogo Vanderlei Farias

Represa de Travertino – Foto tirada pelo estudante de geologia Vanderlei Farias

Estalactite em formação Caverna Santana foto retirada pelo geólogo Vanderlei de Farias

Estalactite em formação Caverna Santana foto tirada pela estudante de geologia Tais Bischof Pian

Vista no interior da caverna a entrada dela foto tirada pelo estudante de biologia Eric Ymamoto.

Vista no interior da caverna a entrada dela foto tirada pelo estudante de biologia Eric Ywamoto

Escorrimento de calcita -  Caverna Santana foto retirada pelo geólogo Romulo Bortolozzo

Escorrimento de calcita – Caverna Santana foto tirada pelo estudante de geologia Rômulo Bortolozzo

Estalactites caverna Santana foto retirada pelo geólogo Vanderlei Farias

Estalactites caverna Santana foto tirada pelo estudante de geologia Vanderlei Farias

Cortinas foto tirada pelo estudante de biologia Eric Ymamoto.

Cortinas foto tirada pelo estudante de biologia Eric Ywamoto

Morcegos na caverna Santana foto retirada pelo biólogo Renan N. M. Haddad.

Morcegos na caverna Santana foto tirada pelo estudante de biologia Renan N. M. Haddad.

Opilião foto tirada pelo estudante de biologia Pedro A. B. A. Neves

Opilião foto tirada pelo estudante de biologia Pedro A. B. A. Neves

Larva de mosquito tecendo fio de seda para capturar isentos foto tirada pelo estudante de biologia Pedro A. B. A. Neves

Larva de mosquito tecendo fio de seda para capturar isentos foto tirada pelo estudante de biologia Pedro A. B. A. Neves

Aranha trogloxena foto tirada pelo estudante de biologia Pedro A. B. A. Neves.

Aranha trogloxena foto tirada pelo estudante de biologia Pedro A. B. A. Neves

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Foto tirada por Rômulo Bortolozzo na reserva Betary

Foto retirada pelo botânico Danilo José

Foto tirada pelo botânico Danilo José

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Raíz de fiqueira com os membros do EGRIC, Tais B. Pian e Giovana Pimentel foto tirada pelo estudante de geologia Vanderlei Farias

Foto retirada pelo botânico Danilo José no Petar, trilha da cachoeira das andorinhas.

Foto tirada pelo botânico Danilo José no Petar, trilha da cachoeira das andorinhas

Plantas carnívoras foto retirada na Reserva Beraty pelo biólogo Danilo José.

Plantas carnívoras – Foto tirada na Reserva Beraty pelo botânico Danilo José.

Palestra sobre educação Ambiental do biólogo Alexandre P. de Olivira foto tirada por Eric Ymamoto.

Palestra sobre educação Ambiental do biólogo Alexandre P. de Oliveira – Foto tirada pelo estudante de biologia Eric Ymamoto.

Vista CIEM-APIAI foto por Romulo Bortolozo

Vista CIEM-APIAI – Foto por Romulo Bortolozo

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Fica o agradecimento a receptividade na Reserva Betary pelos biólogos Henrique e Ana Glaucia e também o Alexandre, biólogo que nos acolheu de forma calorosa no CIEM-APIAI.

Palestra Ana Rita Ferreira – Inventariação e quantificação de Geosítios.

Ana Rita Ferreira membro do EGRIC desde 2013 veio de Portugal para o Brasil realizar a pós graduação em Geociências na UNESP-RC. Durante sua estadia em Rio Claro ela participou de atividades do EGRIC, destacando idas com alguns membros ao PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira) para fazer a inventariação e quantificação de Geosítios no parque. O trabalho gerou sua dissertação de mestrado e com o convite do EGRIC ela fez a apresentação deste trabalho para os demais membros no dia 18/06/2014.

Palestrante Ana Rita Ferreira

Palestrante Ana Rita Ferreira

A palestra teve grande participação com uma interação muito grande entre os membros e convidados e com a própria palestrante, além da grande diversidade de pessoas que compareceram, pois tivemos a presença de um peruano, dois espanhois e a palestrante, portuguesa. A palestra teve duração de cerca de 1h30 com grandes discussões sobre o resultado das cavernas que tem maior ou menor pontencial turístico, acessibilidade, quais podem vir a se tornar com maior potencial etc.

Membros e convidados do EGRIC.

Membros e convidados do EGRIC.

CAMPO GGEO – EGRIC – GEUEC

No fim de semana dos dias 1 e 2 de fevereiro foi realizado uma saída de campo de integração e confraternização entre os membros dos espeleo grupos universitários do Estado de São Paulo GGEO (USP), EGRIC (UNESP) e GEUEC (UNICAMP).

O GGEO, espeleo grupo da USP, fundado na década de 80, é composto pelos estudantes de graduação do curso de Geologia e Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental. Assim como o EGRIC, o GGEO busca passar os conhecimentos adquiridos adiante, abrindo possiblidades para os estudantes de aplicar os conhecimentos adquiridos durante a faculdade nos projetos do grupo, assim como trazer de volta para o aluno participante uma complementação a sua graduação. O grupo busca completar seu desenvolvimento acadêmico na área de geologia/espeleologia de forma criativa, clara e inovadora. Para isso está aberto a propostas, novos integrantes, opiniões e contribuições de todos. Quem tiver interesse pode entrar em contato através do email: < ggeo.usp@gmail.com >.

O GEUEC, espeleo grupo recém-formado da UNICAMP, foi oficialmente fundado no dia 31/10/2013, após o primeiro campo realizado junto ao EGRIC e GGEO para o PETAR (núcleo Caboclos) em Iporanga- SP, onde encontraram apoio e incentivo para formar o grupo na UNICAMP. Os objetivos do pessoal de campinas também esta em complementar a formaçao universitária com a realização de expedições de exploração e mapeamentos de cavernas e ajudar a promover o estudo e a conscientização da importância da preservação das cavidades naturais brasileiras. Atualmente o GEUEC é composto por nove membros da graduação de Geologia na UNICAMP, mas pretendem um dia poder contar com mais membros de outros cursos e assim dar uma maior sustentação de conhecimento ao grupo. Para quem tiver interesse pode entrar em contato pelo email < geuecsp@gmail.com >. O EGRIC está à disposição para ajudar com o que for possível! Que o grupo de vocês tem muito a crescer, ainda mais com a animação e motivação de pessoas jovens e interessadas! Só falta trocar conhecimentos com o time experiente de espeleologos de campinas e também de todo o Brasil (Podem conseguir maiores informaçoes junto ao pessoal da SBE).

Uffa! Bom, depois da apresentação dos participantes, vamos ao campo!! Muita animação durante o fim de semana e com a agradabilíssima companhia dos colegas jovens espeleólogos, foi realizada a saída de campo para região das cavernas areníticas da Serra do Itaqueri, no interior do Estado de São Paulo. Estas cavernas, desenvolvidas nas rochas areníticas da Formação Botucatu da Bacia Sedimentar do Paraná, representam as ocorrências cársticas não-carbonáticas do Estado de São Paulo.

A formação Butucatu é constituída essencialmente por arenitos com estratificação cruzada (pudemos observar no primeiro dia lindo afloramento de estratificações de grande porte, antes da entrada da caverna do Fazendão, lembram?) depositados em ambiente desértico, antes da separação do Gondwana e formação do Atlântico Sul.

Visite nossa galeria de fotos para apreciar alguns momentos deste fim de semana! Também é possível conferir o SUCESSO da excursão através do vídeo! Quanto ao vídeo, esperam que gostem da trilha sonora, de acordo com a enquete que colocamos no post anterior, rock n’ roll ganhou com 55% e musica instrumental ficou em segundo lugar com 25% dos votos. Tentamos encontrar algo q agradasse a maioria =).

O EGIRC agradece e muito a participação de todos! E que venham mais campos como este! Valeu pessoal que esteve aqui conosco, foram 2 dias muito bacanas e especiais!

Damos destaque abaixo a um depoimento da Tatiana Penteado Sitolini, colega e simpatizante das práticas espeleológicas do EGRIC, que pode estar conosco durante o fim de semana!

“Terça-feira retrasada a Lia (membro egric 2012) comentou comigo que ia pra campo no fim de semana (1 e 2 de fev) com o EGRIC, o GGEO e o GEUEC. Inicialmente tinha pensado em ir pra uma cachoeira, mas mudei meus planos e perguntei pro Yuri (presidente egric 2014) se eu poderia ir com eles e aproveitar para matar as saudades das cavernas da região, depois de quase uns 2 anos. A última vez que eu tinha saído a campo com o EGRIC foi no meu primeiro ano de faculdade (2011). Fomos na Caverna do Fazendão e na Gruta da Capitação aprender a mapear cavernas e a usar o clinômetro e a bússola, fazer o croqui e as medições… Foi muito legal! Acabei parando de frequentar as reuniões e, por consequência os campos por conta de outras coisas da faculdade que estavam me tomando mais tempo que o esperado, mas sempre mantive a vontade de voltar. Como o Yuri disse que eu poderia ir, fiquei super animada… O Egric é um grupo muito receptivo! Nesse campo havia algumas pessoas que nunca tinham entrado numa caverna, e tenho certeza que adoraram a experiência, não só pelo lugar, mas também pelo pessoal tanto do EGRIC, como do GGEO e o recém criado GEUEC (mas de forma alguma menos na pegada!!). A ideia foi ótima de juntar os três grupos! Já haviam tido atividades envolvendo os grupos no PETAR, mas não aqui na região. Foi uma ótima oportunidade para mostrar um pouco do interior paulista e suas cavernas não carbonáticas.

Saímos por volta das 11 horas do sábado, dia 1°, rumo à caverna do Fazendão, em Ipeúna. Foram 6 carros, quase todos lotados, no total 27 pessoas! E um ‘Espeleodog’ aventureiro, a Nitty (ou, para os íntimos, Preta)! Os carros menores estavam com dificuldades para subir a estrada de terra, então alguns desceram do carro e terminaram a trilha a pé, em pleno sol-do-meio-dia (guerreiros! confesso que fui só metade do caminho a pé, depois disso o Vandi (Vanderlei, membro egric 2013) estava com o carro grande vazio e deu carona rsrsrs.). Chegando os carros ao ”estacionamento”, pegamos as coisas, passamos os filtros solares e repelentes (ou não), tiramos a foto do grupo e seguimos a trilha a pé. Depois de uma meia hora estávamos na entrada da caverna. Comemos, cada um o seu lanche (e mais umas bolachas alheias, sempre melhores que as nossas rsrsrs), colocamos os capacetes e lanternas e então o Yuri fez uma breve apresentação da caverna, contou o porquê do nome, como e quando acharam, bem interessante! Depois disso entramos na caverna do Fazendão. É uma caverna que, apesar de pichada em alguns locais, não perdeu, de forma alguma, sua beleza e encanto! Passamos pelos ‘abismos’, pelo ‘salão da baleia’, fizemos algum tempo de escuro e (não muito) silêncio para sentir o clima da zona afótica da caverna e, claro, passamos pelo famoso ‘Gostosinho’. Depois, alguns de nós entramos novamente na caverna por um outro conduto, ao lado da entrada principal, em busca de mais aventura, aperto e rastejo! Saindo de lá, já bem sujos, paramos uns 5 minutos no pequeno córrego pra tomar água e lavar os rostos e as mãos (quase não estava calor no dia) e seguimos rumo à caverna do Paredão. Entramos e o Yuri fez uma prática de topografia em cavernas com os interessados. Os mais preguiçosos (confesso que infelizmente me incluo) ficaram dentro da caverna, brincando com o Opilião que o Ralo (Jonas Zenero, membro egric 2012) pegou e jogando conversa fora. Acabada a prática saímos da caverna rumo ao churrasco e à breja, digo… rumo à Rio Claro! Chegando numa parte da trilha interrompemos o caminho para olhar uma bonita coral que estava pelo caminho, pra fechar o campo com chave de ouro! Chegamos à República Grosa lá pras 19h30 e estávamos em estado de calamidade, necessitando com urgência de um belo de um banho! O pessoal da USP e da UNICAMP foram se acomodando nas repúblicas ‘coração-de-mãe’ e umas 21h, com a presença de mais membros dos grupos (Lia, Espeto, Tênia, Vitti e Bergo- da Dinastia), o churrasco começou com muita breja, carne, lingüiça, pão de alho, vinagrete, pimentões, batatas e capirinhas, de vários sabores! Não termino meu relato por não lembrar tão bem a hora exata que voltei pra casa. Mas a confraternização foi muito legal também, deu pra conhecer melhor o pessoal! Fica aqui minha gratidão ao EGRIC, ao GGEO e ao GEUEC pelo ótimo fim de semana que eu tive! Espero que mais dias como esse se repitam, assim como a integração entre os espeleólogos do estado de SP.”