Cavernas do Mundo


Panorama Geral

As áreas cársticas, ou seja, aquelas que apresentam em sua composição geológica rochas (como o Calcário, o Dolomito, o Arenito) passíveis de sofrerem dissolução química e física pelos agentes intempéricos naturais, têm uma significativa distribuição no planeta. De acordo com Ford e Williams (2007), tais litologias ocorrem em cerca de 20% da superfície terrestre.

As áreas cársticas mais conhecidas localizam-se nos países desenvolvidos, (França, Itália, Estados Unidos e Reino Unido) o que se reflete principalmente na quantidade de mapeamentos, estudos diversos e principalmente na implantação de cavernas turísticas pautadas na preocupação com a disseminação desses conhecimentos à sociedade e consequentemente em relação à preservação dessas feições. Exemplo disso é a Caverna Lascaux na França.

Pinturas na caverna Lascaux na França

Restam no mundo muitas áreas a serem exploradas do ponto de vista espeleológico. A China, por exemplo, possui mais de 1 milhão de km² de área com calcários aflorantes, dos quais se conhece muito pouco. Madagascar, Bornéu, assim como vastas áreas da África e América do Sul ainda são totalmente desconhecidas. A título de exemplo vale citar o Abismo Guy Collet (670,6 m) descoberto em 2006 no Amazonas, sendo o maior abismo do Brasil e da América do Sul, assim como, a Caverna Son Doong descoberta em 2009 no Vietnam, considerada a caverna com os maiores salões do mundo. No Brasil, segundo Karmam (1994), a área estimada da distribuição das rochas carbonáticas varia entre 425.000 e 595.000 km², sendo tal área dividida em quatro grandes grupos (províncias): 1) Vale do Ribeira (Grupo Açungui); 2) Bambuí (Grupo Bambuí), o maior; 3) Una (Grupo Una); 4) Serra da Bodoquena (Grupo Corumbá). Temos no país mais de quatro mil cavernas catalogadas no Cadastrado Nacional de Cavidades da Sociedade Brasileira de Espeleologia (CNC-SBE).

Abismo Guy Collet no Amazonas.

Cada país geralmente possui uma ou mais entidades responsáveis pelo seu patrimônio espeleológico. No Brasil temos a Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV) e regionalmente é comum a existência dos grupos de espeleologia, como é o caso do EGRIC. A nível mundial nossa representante é a Union Internationale de Spéléologie (UIS).

Caverna Son Doong descoberta em 2009 no Vietnam.

As cavernas mais profundas do mundo

Fonte: Lobo (2009).

As cavernas mais extensas do Brasil

Fonte: Lobo (2009).

As cavernas mais extensas do mundo

Fonte: Lobo (2009)

Referências

FORD, D.; WILLIANS, P. Karst Hydrogeology and Geomorphology. New York: Wiley, 2007.

LOBO, H.A.S. Fundamentos Básicos do Espeleoturismo. Dourados: UEMS, 2009. 101 p.

KARMANN, I. Evolução e dinâmica atual do sistema cárstico do alto Vale do Ribeira de Iguape, sudoeste do estado de São Paulo. 1994. 228 f. Tese (Doutorado) – Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1994.

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